Pense como Sherlock Holmes: Como observar, inferir e deduzir

“Todos os problemas se tornam infantis, depois de explicado.”

Sherlock Holmes

 

É exatamente isso que o título quer dizer! Eu vou colocar um passo a passo do que eu já li sobre como você pode entender um pouco mais como você pode usar o poder de observação, criatividade, dedução, inferência e criatividade para “adivinhar” tudo o que você quiser! Você deve ter pensado agora: “Nossa, que pretensioso o Thiago é!”. Não, meu caro leitor. Todos que me conhecem falam que sou uma pessoa diferente por saber observar o que ninguém observa ou pensar lateralmente nas horas em que todos pensam logicamente. Sempre gostei de charadas, quebra-cabeças entre outros (sendo por números, imagens ou por causa do vocabulário), e toda vez que converso com alguém, deduzo o que a pessoa vai dizer e me antecipo às suas ações e reações.

Usei como o base o Sherlock Holmes por motivos óbvios e, antes de colocar o meu método, colocarei o método de dedução dele que foi magistralmente escrito por Robert Dilts no livro “A Estratégia da Genialidade – Volume 1”, é só clicar aqui!

O Robert Dilts explicou todo o método baseado na PNL e nas técnicas que foram desenvolvidas por ela. O que eu faço é um processo totalmente inconsciente, mas  vou tentar extrair tudo que eu penso em milésimos de segundos:

Observação

Antes de tudo, me coloco como observador. Em qualquer problema, questionamento, pergunta ou charada, me coloco na posição de outra pessoa, alguém que esteja em um outro ângulo. Essa parte é importante para você colher o maior número de informações possíveis em um pequeno espaço de tempo.

Vou dar alguns exemplos de como já usei e uso isso:

  • Em uma prova de múltipla escolha, você pode usar as respostas como auxílio para responder àquela pergunta, a interpretação do texto, as informações que você estudou e ouviu em sala de aula até chegar na resposta correta;
  • Quando um cliente entra em uma loja, você observa roupas, bolsas das lojas, você deve prestar a atenção em qual foi o primeiro produto que ele olhou ou chamou a atenção para que entrasse na loja, e no estilo da pessoa, se está procurando um presente ou querendo comprar para consumo próprio (essa parte já é uma inferência interna. Isso é bom para que você já tenha perguntas qualificatórias para fazer);
  • Quando os solteiros veem aquela mulher, você percebe como ela mexe o cabelo, quanto tempo ela olha para você até desviar o olhar, para onde está apontado o pé dela.

Infiro

A inferência, de acordo com o dicionário é a “operação intelectual por meio da qual se afirma a verdade de uma proposição em decorrência de sua ligação com outras já reconhecidas como verdadeiras”, logo, após você observar, reunir as informações, você vai tentar entender o que está acontecendo nesse momento. É nessa hora que a maioria das pessoas pensam mais e agem menos. Se houver espaço para perguntas que vão dar mais informações, essa é a hora de perguntar! Geralmente, essas perguntas serão mais fechadas para você ter uma conclusão com quase 80% de acerto!

Testo

Esse teste é feito mentalmente pensando em diversas variáveis do momento, levando em conta toda a informação que você obteve e o que você já conhece. Na hora de testar, eu faço sem nenhum alarde falando que realmente é um teste. Faço o teste, colho a informação, processo o que foi o que aconteceu e passo para a dedução. Para contextualizar, vou usar o exemplo do solteiro com a mulher:

  • O teste, nesse caso, leva em conta que você está longe e percebendo que a mulher tem olhado para você, mas sempre disfarça quando você olha, você pode bocejar e ficar atento no que ela vai fazer. Se ela estiver prestando a atenção, fatalmente bocejará;
  • No caso do cliente na loja, você pode “arrumar” a vitrine onde a pessoa se interessou mais e dar a possibilidade dela ver o produto melhor. Ela ficará mais aberta a responder perguntas como se é presente ou para ela mesma e abrir um bom canal de comunicação.

Deduzo

A dedução é a “inferência lógica de um raciocínio; conclusão”, logo, aqui você já tem todas as informações necessárias testadas e com uma projeção clara do que está por vir. Quando faço isso, sempre mostro em partes para ir testando e vendo se estou no caminho certo. Seria uma segunda parte à inferência, mas com mais chances de acerto no objetivo final. Voltarei nos dois exemplos que dei acima:

  • Como a mulher bocejou logo após você, vá até ela e puxe um assunto do tipo: “Oi! Como vai? Não moro por aqui, mas você conhece algum lugar gostoso para beber um café?”. Isso dá uma abertura para você conhecer um pouco mais dela, como ela fala, como ela se mexe e por aí vai;
  • Com o cliente na loja, você pode deduzir que se for presente, a pessoa que está comprando não tem toda informação sobre o produto e você pode ajudá-la a encontrar o melhor possível para presentear ou, se for comprar para ela, já é um especialista falando sobre onde colocar o produto, o que mais pode fazer com ele ou até perguntar o que a família e amigos falariam para ela quando olhasse o produto adquirido (confirmação social).

Concluo

Você pode usar todos esses passos para fazer piadas (quem me conhece sabe que faço piada com tudo), para improvisar em diversas situações da vida, para saber como qualificar seu cliente e por aí vai!

Considerações

Você pode pensar ou comentar logo abaixo: “Ahhhh, mais eu faço isso sempre! Não é nenhum superpoder seu, Thiago!”. Sim, eu sei que não é um superpoder, mas você explicita todo esse método? Você exercita essa ação sempre? Esse pensamento lógico em relação às coisas ilógicas é igual a fazer cálculos matemáticos: Você tem uma fórmula e coloca ela à prova para testar hipóteses e ver qual a resposta é certa (igual ao exemplo acima). O meu processo é mais rápido do que a média das pessoas que conheço e foi fruto de muita observação,  inferência, testes, dedução e conclusões!

Outro objetivo desse post foi mostrar como você pode conseguir a resposta sobre algo sem perguntar para alguém antes. Já vi muitos comentários no Youtube, por exemplo, onde a pessoa pergunta algo relativo ao vídeo sem antes fazer uma pequena pesquisa. A curiosidade está implícita nesse método e, para a criatividade aflorar, você deve ter curiosidade! Faça sempre isso, teste, aprenda e você vai ver que a sua vida será bem mais gostosa!

 

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Anjo da Guarda, Encurtador de Caminhos, Palestrante e Vendedor! Aqui você encontrará toda minha experiência em Marketing e Vendas.
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