O que é Serendipidade e como isso aconteceu comigo – Parte 1

Serendipidade se refere às descobertas afortunadas feitas, aparentemente, por acaso.

É pessoal, essa é a definição dessa palavra que nem todos conhecem, mas que muitos dizem que é a famosa “sorte”.  Só para dar um embasamento, essa palavra foi criada pelo escritor britânico Horace Walpole, em 1754, a partir do conto persa infantil Os três príncipes de Serendip. Conforme o Wikipedia “esta história de Walpole conta as aventuras de três príncipes do Ceilão, actual Sri Lanka, que viviam fazendo descobertas inesperadas, cujos resultados eles não estavam procurando realmente. Graças à capacidade deles de observação e sagacidade, descobriam “acidentalmente” a solução para dilemas impensados. Esta característica tornava-os especiais e importantes, não apenas por terem um dom especial, mas por terem a mente aberta para as múltiplas possibilidades”.

Agora sim, vamos à minha história! Vou pegar da época da RezComEco, minha empresa de Anúncios em Sacos de Pão, que tive de 2012 até 2014. Em 2013 eu comecei a fazer podcasts diários (de segunda à sexta) pensando nos leitores que estariam trabalhando e gostariam de consumir aqueles posts. Nessa época, o podcast estava em “baixa” (sabe desse boom de 2015/2016?). Mesmo assim, continuei fazendo posts e podcasts diários (você pode ouvir os podcasts direto nos posts da categoria “RezComEco), mas percebi que poderia ir além. Nessa época, tive vontade de mostrar o que cada profissão faz. Fiz uma lista de 10 pessoas e suas respectivas profissões e comecei com a profissão de Consultor onde o meu grande amigo Sidney Cohen participou dessa primeira e única entrevista dessa série. Percebi o quanto era difícil manter esse modelo, mesmo sendo semanal. Desisti dos podcasts, mas continuei com aquela vontade de fazer algo que fosse diferente e que inspirasse as pessoas no seu dia a dia.

Em 2014, comecei a ouvir ainda mais podcasts e me dei a chance de testar meu inglês ouvindo Marketing Tips for Translators (MTfT) e Entrepeneur on Fire (EOFire). O MTfT, comecei a ouvir para ajudar a Laila com os seus trabalhos de tradução e o EOFire, porque adorei a premissa de ser um podcast diário. Comecei quando o John Lee Dumas (JLD) estava no episódio 500, se eu não me engano… Ouvi muitos EOFire até que me deu o estalo: Por que não fazer uma versão brasileira?! Isso foi em 2015, meses depois de ouvir o primeiro episódio do JLD! Fique mais 3 meses criando toda a estratégia, perguntas (muitas baseadas no programa), como chegar nos donos das empresas e como pesquisá-los! Comecei a entrar de cabeça no mundo de Startups, Coworkings e eventos desses mercados. Meu grande pontapé foi quando a Laila quis participar do Coworking Day de 2015. Nesse dia, ela conheceu diversas pessoas, incluindo o Eduardo Eiras e o Jair Emídio, sócios na Vinst Coworking e também o Marcus Paixão, fundador da ENEI Lab. Um pouco depois, fomos na Vinst novamente para a Laila gravar uma entrevista com o Eduardo e foi nesse dia que o #EVapor começou a tomar ainda mais forma. Contei um pouco da ideia para ele e ele topou em participar.

Nesse meio tempo, em agosto de 2015, o LinkedIn começou a liberar o Pulse, sua plataforma de artigos, e comecei a testar. Peguei alguns posts antigos deste blog e coloquei lá. O primeiro post que deu o maior número de visualizações e que eu não pensei que daria, foi o “6 lições que aprendi com a publicação do meu primeiro livro“, que já bateu mais de 1000 visualizações! Isso abriu portas para conhecer ainda mais pessoas pelo LinkedIn (para ter uma ideia, o meu post com o maior número de visualizações é o “Como fazer propostas matadoras e irrecusáveis“, que já bateu mais de 13 mil visualizações) e me conectar com diversos fundadores de empresas.

Junto a isso tudo, tinha começado um podcast semanal com o Caio Cravo e com o João Paulo Vital, chamado Los Lecheros, onde falávamos sobre filmes, séries, quadrinhos, jogos e muito mais! Por isso, voltei a editar podcasts e isso me deixou confortável para começar a editar o meu podcast!

Checklist Nº 1

Só para não ficar cansativo, vou dar pausas com esses “checklists”! Essa história toda foi pré-#EVapor e, como pode ver, não há jeito fácil de se fazer! Foram anos para ter uma ideia ou me basear em alguma, desenvolver, conversar com pessoas certas e colocar em prática. Vamos voltar à história.

Após acertar as perguntas, eu fiz questão de ter o aval (claro que não precisava, mas quis fazer do mesmo jeito) do JLD para começar o Empreendedor a Todo Vapor (foi a tradução localizada que eu fiz de Entrepeneur on Fire). Ele me deu o aval e, em setembro daquele ano, chamei 10 pessoas para gravar os 10 primeiros episódios comigo. As gravações foram mais fáceis do que eu pensava e fiz um episódio piloto contando o que eu pretendia com o podcast. Aproveitei e pedi indicação de novos convidados para os entrevistados (esse foi o pulo do gato) e conheci ainda mais pessoas! A cada novo episódio, conheci mais pessoas até chegar o final de 2015, onde comecei a fazer parte de um grupo no Telegram chamado Mindset Exponencial. Fui um dos 30 primeiros a entrar nesse grupo e, como foi acordado, a cada nova pessoa que entrasse, seria necessário um pitch para todos conhecerem o novo membro. Fui um dos pitchs mais “votados” por causa da originalidade e forma. Não lembro qual foi, mas se lembrar, farei uma atualização nesse post. O Daniel Araújo, da Lab in Hands, organizou um Hangout com ele e mais 9 membros desse grupo para falarmos sobre a vida do Flávio Augusto, do Geração de Valor e da Wise Up. Nesse Hangout, pude conhecer ainda mais diversos membros desse grupo que era bem seleto. Nesse meio tempo, conheci o Guima Ferreira, do Café com Vendas, e comecei a participar do programa (meu primeiro episódio foi o 2º onde eu falei nada mais nada menos sobre “Como fazer o seu Pitch“).

Engraçado como que é a vida: eu sempre quis fazer um programa sobre Marketing e Vendas onde pegávamos as dúvidas de uma pessoa em relação à empresa dela, arrumaríamos tudo e iríamos colocar em prática para mostrar que o que estávamos falando era possível de ser feito. Contei essa minha ideia para o Guima, ele achou legal e não conversamos mais sobre isso. Essa foi a nossa primeira conversa e sei que plantei uma ideia incrível para o futuro.

O #EVapor estava a todo vapor (sem trocadilhos) e rendendo alguns frutos como o Padrim. Um dos apoiadores é o Felipe Vidal, que me ajudou bastante com diversos entrevistados! E como eu falei, a cada novo entrevistado eu pedia mais indicações no final e só foi aumentando ainda mais o número de pessoas que participavam do programa. Cheguei a participar de alguns podcasts para falar da minha jornada empreendedora e, nesse meio tempo, o Guima veio me falar de uma ideia que ele teve: Um Gameshow onde as pessoas dariam respostas rápidas à perguntas do dia a dia de uma empresa, por exemplo:

  • Como posso vender mais abacate na feira?
  • Como posso divulgar minha marca de roupas para bebês?

Essa ideia foi uma das que eu dei para ele na primeira vez que conversamos e daí, começamos a pensar no formato e no nome do Gameshow, o famoso SolucionaJá!

Checklist Nº 2

Percebeu que sem o seu networking e sem pessoas que você possa ajudar e ser ajudado, você não consegue nada? Faça parte de grupos no Facebook e Whatsapp, converse com o maior número de pessoas possíveis e se permita entrar em discussões que tenham relação com ideias inovadoras!

 

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Anjo da Guarda, Encurtador de Caminhos, Palestrante e Vendedor! Aqui você encontrará toda minha experiência em Marketing e Vendas.
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